Autor: Marcos Maluly
Ilustração: Autor desconhecido
Sigo-te, mas sempre foges. Será este o meu destino?
Beber o amargo fel em taça luminosa de cristal
Provar amargamente de teus beijos divididos
Sofrer olhando o altivo vulto da desgraça.
Foges e eu sigo, sou o seu amor desprezado,
Por mais que fujas meus olhos há de alcançar.
E meus sonhos podem percorrer todo o infinito,
De que serve fugir se em sonhos ei de te encontrar?
Já não sei se eu talvez, mereça esse amor,
E se essa perseguição e mesmo o amor real.
Como eu te digo, não sei se consigo ser leal.
Ou se é a fuga eterna misteriosa desleal,
Do meu vazio, da minha ansiedade tenebrosa.
Pode fugires assim quem sabes me queira mais.


