Feridas Abertas

13 de jan. de 2014
FERIDA ABERTA
Autor: Marcos Maluly
Ilustração: Autor desconhecido

A quem tentas enganar quando se veste de santa,
o brado rouco da garganta quando clamas o divino.
Não confio em ti nem dormindo, pois eis louca,
tua língua afiada, maldosa estremece em tua boca.

Tentas enganar a todos, usando pele de cordeiro,
impiedosa, ataca sorrateiramente, com maldade.
Gargalhas com a desgraça alheia, eis falsidade,
finge bondade e engana a todos o tempo inteiro.

Provei um dia do veneno que mim deste,
e em meu corpo cicatrizes permanecem.
Feridas que minh'alma ainda compadece.

Hoje trago as podres feridas em meu corpo,
que de tempos em tempos arrebentam, abrem.
Supurando o mau cheiro de tuas maldades.