Pressagio

16 de jul. de 2014
PRESSÁGIO
Autor: Marcos Maluly
Ilustração: Salvador Dali

Tal qual um ator amador esquece a cena
Com o medo sua lembrança vai embora
Ou um animal feroz, cujo excesso a raiva
Em sua solidão, fraqueja e chora.

Assim vivo eu, porque amo de verdade.
E na própria força do amor me perco.
Entregando-me a eterna falsidade.

Há! Deixe que eu ame enlouquecidamente
Que o mudo presságio do meu peito transborde!
E que a dor seja minha maior recompensa.
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